domingo, 2 de marzo de 2008

El Banco de Valencia declara unas ganancias de 135 millones de euros

VALENCIA.- La Junta General de accionistas del Banco de Valencia, participado mayoritariamente por Bancaja, ha aprobado sus cuentas anuales, el informe de gestión y la aplicación de resultados del ejercicio 2007, según un comunicado de la propia entidad.

Durante ese ejercicio, Banco de Valencia logró unos beneficios netos de 135,8 millones de euros, un 19,85 por ciento más que en 2006.

El resultado neto conseguido supone un beneficio para cada acción en circulación de 1,31 euros.

La revalorización de la acción fue del 8,8 por ciento, más 0,42 euros de dividendo y los 0,84 de cotización media por la ampliación de capital gratuita abordada durante el ejercicio.

En la Junta General se ha aprobado otra ampliación de capital gratuita de una acción nueva por cada cincuenta antiguas y el desdoble de las acciones.

Esta operación, según el presidente del banco y de Bancaja, José Luis Olivas, permite compatibilizar la financiación del crecimiento de la entidad con la rentabilidad para el accionista.

sábado, 1 de marzo de 2008

Tudo indica que Zapatero será o vencedor nas eleições na Espanha / Francisco Poveda

A qualidade das relações da União Européia e a América Latina em plena segunda grande emancipação estará em jogo no próximo dia 9 de março com as eleições gerais na Espanha. Também, e não menos importante, está em jogo o prolongamento da atual "lua-de-mel" ibérica com Portugal, especialmente intensa desde a chegada ao poder do socialista José Sócrates, por sua maior sintonia geracional e ideológica com Zapatero em um momento de forte dependência econômica lusa de seu grande vizinho peninsular.

Há apenas 15 meses, o atual presidente do governo espanhol foi ungido pelas urnas por seus feitos, otimismo contagioso, ideais, princípios e método de contrastar sempre opiniões diversas. Mas hoje as pesquisas mostram um empate técnico, com uma ligeira vantagem a favor de quem o prestigiado jornal britânico "The Times" considerava então o líder social-democrata e político mais valorizado da União Européia por causa da confiança e convicção que transmite.

Os primeiros efeitos nefastos sentidos pela crise do esgotado, por ser muito desequilibrado, modelo econômico herdado de Aznar e o ruidoso fracasso das negociações de seu governo com o bando terrorista basco ETA, assim como se sucedeu com outros governos democráticos anteriores, consumiram em muito pouco tempo grande parte do capital político acumulado por Zapatero com a aprovação de 150 leis sociais para a modernização da Espanha desde sua inesperada chegada ao Palácio de La Moncloa, em abril de 2004, após o erro de Aznar de entrar na guerra no Iraque.

A guinada rumo a uma extrema direita sectária do hoje grande partido de oposição, o Partido Popular, longe de facilitar as coisas para Zapatero, produziu na última Legislatura, ao não assimilar ou assumir sua derrota eleitoral de 2004, uma forçada e crescente polarização na sociedade espanhola. Por meio do recurso nada ético de assustar, exagerar e anunciar o cataclismo, ela faz lembra um dos piores tempos da história contemporânea da Espanha pelas conspirações e usurpadas bandeiras nacionais que agitam nos últimos 36 anos após o fim da ditadura militar. Até a Igreja Católica se juntou como aliada, com grande veemência e ativismo político, à resistência às mudanças sociais implantadas por Zapatero pelo seu temor de que elas tragam uma inevitável "secularização" da vida civil espanhola, com a conseqüente perda de sua influência sobre os fiéis em pleno (e teórico) choque de civilizações de crenças monoteístas.

A previsível ascensão política de Berlusconi na Itália e, agora, as maiores chances de Rajoy na Espanha soaram os alarmes em Bruxelas. O coração da União Européia, onde a duradoura aliança tácita de moderados, liberais e sociais-cristãos procura estabilidade, segurança e riqueza, volta-se agora para Madri e Roma com certa inquietude diante do avanço de forças "eurocéticas" ao longo da costa mediterrânea, que se valem de uma retórica catastrofista diante de previsíveis tensões sociais trazidas pelo aumento do desemprego depois de uma década de grande bonança econômica.

A possibilidades eleitorais de um iracundo e distante Rajoy frente a um Zapatero tranqüilo, próximo e satisfeito se vêm prejudicadas pela própria dinâmica de sua estratégia: certa demagogia temperada com meias verdades dentro de um jogo de deslealdade institucional calculada para desgastar seu adversário ainda que a custa de tensionar complexos processos territoriais, dar opções desnecessárias ao terrorismo e molestar os imigrantes, vistos como responsáveis pela criminalidade em ascensão, fazem-no perder toda a credibilidade, aborrecer e descrever uma Espanha em preto e branco muito longe do colorido otimista que almejam até os espanhóis mais imprevisíveis.

Mas a Espanha não se deixa voltar para o passado. Mais de 1 milhão de novos jovens eleitores permitem prever que finalmente Zapatero ("só se pode ganhar se se está da vitória") poderá impor-se por suas atrativas propostas para o futuro do país. Uma pesquisa feita após o primeiro debate na TV com o atual líder oposicionista Rajoy, escolhido a dedo por Aznar como seu herdeiro político, apontou uma maior preferência pela esquerda entre os eleitores de 18 a 55 anos e nas regiões com menor sentimento "espanholista", com exceção da Andaluzia, apesar delas serem onde a grande corrupção estrutural impregnou com desonra a classe política governante.

Com uma crise internacional de previsível grande repercussão por sua profundidade e duração, os poderes de fato que representam na Espanha o capital financeiro e a Coroa veriam com muito mais tranqüilidade uma vitória social-democrata por seus planos por mais direitos civis e de manter dentro dos limites do sistema as ânsias das minorias nacionalistas democráticas da Catalunha, Galícia e País Basco. Mas é a complicada situação social que se aproxima que vai requerer uma atitude política determinada para fazer frente e gestionar processos econômicos que sirvam de paliativos para as conseqüências desta crise sobre a grande maioria da população espanhola, alçada a um artificial nível de vida por créditos de longo prazo e que agora dificilmente poderá manter em razão da perda de empregos. Neste caso, o programa do PSOE encerra um projeto "ad hoc" frente à postura do PP, que não tem planos claros e convincentes para o crescente contingente de pessoas atingidas pela perda de postos de trabalho e patrimônio, que já são efeitos retardados a ausência de um mínimo sentido social nas políticas desenvolvidas por Aznar nos campos de urbanismo e habitação durante seus oito anos de governo (1996 a 2004).

A catarse parece inevitável, apesar da subsistência das lendárias "duas Espanhas". Enquanto os aposentados, especuladores, integristas católicos, altos funcionários, pessoas mais temerosas, inseguras, menos competitivas, os emigrantes na América e os privilegiados desde o Franquismo se identificam mais com a retórica do PP, a esperança que Zapatero vende atrai os jovens em busca do futuro, os empregados qualificados, pequenos empresários, profissionais liberais e quase todos os emigrantes espanhóis na Europa, docentes e estudantes.

Com uma fatia de 20% ainda de eleitores de indecisos, se antes do 9 de março não ocorrer nenhum "choque de trens" que possa subverter a atual tendência, tudo parece indicar que o PSOE revalidará sua atual maioria, inserido na mais pura tradição social-democrata européia. Como no caso de Obama nos EUA, os inovadores, os cientistas e os artistas declararam seu apoio a Zapatero, que deverá permanecer no poder.

(Publicado en "O Globo", de Brasil)

http://oglobo.globo.com/opiniao

¿Adónde va España? / Ignacio Ramonet

Hace apenas seis meses, las elecciones generales del 9 de marzo en España debían constituir, para el gobernante Partido Socialista Obrero Español (PSOE), una simple formalidad. El balance de la legislatura aparecía en efecto globalmente positivo. ¿No había tomado acaso el presidente del Gobierno, José Luís Rodríguez Zapatero, con la aprobación de la mayoría de los ciudadanos, algunas decisiones audaces y de modernización de las costumbres? Entre otras, la retirada de las tropas españolas de Irak, la regularización masiva de los inmigrantes sin papeles, la legalización de los matrimonios homosexuales y las leyes para acelerar el divorcio, facilitar el aborto y contra la violencia de género.

Tales medidas venían adicionalmente a demostrar que, a pesar de los imperativos de la globalización neoliberal, un dirigente aún podía hacer prueba de voluntad política y cumplir sus promesas electorales. Devenido inaudito, ese coraje convirtió en aquel momento a Zapatero en un icono de la izquierda internacional (1).

Asimismo, y cumpliendo también lo prometido, el gobierno socialista procedió a la necesaria revisión del Estatuto de Autonomía de Cataluña cuyo nuevo texto fue aprobado en julio de 2006. Combatida en el seno mismo del PSOE y criticada de modo poco responsable hasta en los medios de comunicación no hostiles a los socialistas (diario El País , radios de la Cadena SER, canales de televisión Cuatro y CNN+ de la empresa Sogecable), esta decisión ya fue menos aceptada por una opinión pública incitada de modo abierto a la catalanofobia.

Mientras tanto, anonadada en un primer tiempo por la inesperada derrota en las elecciones del 14 de marzo de 2004 y desconcertada por las incesantes iniciativas del gobierno socialista, la derecha recomenzaba a movilizarse. Y el gran vencido del 14 de marzo, Mariano Rajoy, presidente del Partido Popular (PP), asumía la dirección de la contraofensiva conservadora.

Ésta se inició en un terreno estrambótico: en torno a la autoría de los odiosos atentados del 11 de marzo en Madrid (191 muertos, más de 1.700 heridos). Contra toda evidencia (2), con un insólito desparpajo y apoyados por la artillería pesada de los medios de comunicación derechistas -diarios La Razón , El Mundo y, en menor grado, ABC (3), emisoras de radio de la Cadena de Ondas Populares de España (COPE) (4), y canal de televisión autonómico Telemadrid-, los principales líderes conservadores corearon durante casi tres años que la organización armada Euskadi Ta Askatasuna (País Vasco y libertad, ETA) estaba implicada en los atentados en complicidad con los islamistas yihadistas.

Una mentira tan enorme como aquella que se inventó la Administración de Bush en Estados Unidos, la de las armas de destrucción masiva supuestamente poseídas por Sadam Husein, y que dio pretexto a la invasión de Irak en marzo de 2003. Una mentira compulsivamente repetida por algunos de los medios de comunicación más importantes de España. A sabiendas. Con la frenética obsesión de los fanáticos de las teorías del complot. Lo cual da idea del enfermizo nivel que ha alcanzado en este país el enfrentamiento ideológico. Y del siniestro lodazal en el que han caído algunos órganos de (des)información. Para éstos, todo vale aunque en la infame querella perezcan la ética periodística y la razón democrática.

De poco le han servido al Gobierno de José Luís Rodríguez Zapatero los buenos resultados macroeconómicos: 2,88 millones de empleos creados y un Producto Interior Bruto creciendo en cuatro años por encima del 3,5% anual (a costa, hay que decirlo, de una fuerza laboral sometida a un escandaloso empleo precario).

Con el comienzo de la crisis financiera internacional, el parón inmobiliario y la desaceleracion de la economía (pero el Fondo Monetario Internacional prevé que el crecimiento en 2008 aún sera en España de entre 2,5% y 2,7%, cuando el de Francia, por ejemplo, sólo será de entre 1,3% y 2,2%), la derecha ha considerado que por fin disponía del gran argumento para imponerse.

Abastecido de municiones ideológicas por la Fundación para el Análisis y los Estudios Sociales (FAES ) (5), el tanque de pensamiento neoconservador fundado por José María Aznar, y en alianza con el Episcopado español y el Vaticano del Papa Ratzinger, Mariano Rajoy y los halcones del PP han endurecido aún más su discurso (contra las autonomías, contra los inmigrantes, contra la laicidad, contra los homosexuales), y proseguido su estrategia de acoso y derribo.

¿Conseguirán su propósito ? ¿Lo permitirán los ciudadanos?

Notas:
(1) Recordemos, por ejemplo, el documental italiano de protesta realizado por Sabina Guzzanti y titulado Viva Zapatero! (2005), panfleto feroz contra Silvio Berlusconi en el que el Presidente del Gobierno español aparece como la perfecta antítesis del entonces Presidente del Consejo de Italia.

(2) Como ha quedado demostrado en el juicio a los autores de los atentados y en la sentencia del 31 de octubre de 2007. La justicia española atribuye la autoría de la matanza a "miembros de células o grupos de tipo yihadista", y descarta que detrás de los ataques estuviera la organización vasca ETA.

(3) Órgano tradicional de la derecha española, el diario ABC ha cultivado estos últimos años, contrariamente a su competidor ultraderechista La Razón, una línea distante respecto a las posiciones más duras del PP, en particular precisamente en asuntos como las patrañas sobre los atentados del 11-M. Considerando que esta línea prudente es la causa del descenso de la difusión, el grupo Vocento, propietario de ABC , ha decidido, a principios de febrero pasado, fichar a José Alejandro Vara, director de La Razón , y a otros tres altos cargos de ese diario (José Antonio Navas, Pablo Planas y Francisco Marhuenda), para dar un giro radical a ABC y alinearlo con el sector más extremista del PP.

(4) Los accionistas de la Cope son: la Conferencia Episcopal Española (50%), las diócesis (20%) y órdenes religiosas como los Jesuitas y los Dominicos. Desde que, a partir de 2004, asumió un rol de oposición frontal contra el gobierno socialista, la Cope ha visto aumentar su audiencia (una media de tres millones de personas la escuchan cada día), y se ha convertido en la segunda radio generalista de España. Difunde en particular el polémico programa La Mañana, que dirige Federico Jiménez Losantos, antisocialista.

(5) Unas siglas que, subliminalmente, intentan recordar a la Falange Española, organización fascista en la que se apoyó la dictadura franquista.

viernes, 29 de febrero de 2008

Según Agricultura, la flota mediterránea de artes menores podrá acogerse a los beneficios del Fondo Europeo

VALENCIA.- El secretario general de Pesca Marítima, Juan Carlos Martín Fragueiro, confirmó que los planes de ajuste voluntarios que quieran llevar a cabo los pescadores de la flota de artes menores del Mediterráneo podrán contar con la cobertura económica del Fondo Europeo de la Pesca (FEP).

Martín Fragueiro se pronunció en estos términos tras asistir junto al delegado del Gobierno en la Comunitat, Antoni Bernabé, a la reunión de mesa de artes menores del Mediterráneo, que tuvo lugar en la sede de la Delegación del Gobierno en la Comunidad Valenciana, y a la que asistieron representantes de las cofradías de Vinaròs, Gandia, Arenys de Mar, Burriana y Sagunto, así como de la Asociación de Artes Menores de Cataluña y de la Federación, entre otros.

Asimismo, señaló que ante el hecho de que la reglamentación nacional de artes menores es más restrictiva que el reglamento comunitario, la Secretaría General de Pesca Marítima "buscará una fórmula que permita lograr una mayor flexibilidad".

De este modo, el secretario general de Pesca Marítima se comprometió a analizar un Plan de Pesca que presentarán las Cofradías de Valencia para separar las actividades de la flota de arrastre y artes menores en una zona determinada, siempre en base a un estudio científico previo del IEO, matizó.

El presidente de la Confederación del Segura afirma que Rajoy dejó claro que "la prioridad de su política hidráulica se llama Aragón"

MURCIA.- El presidente de la Confederación Hidrográfica del Segura (CHS), José Salvador Fuentes Zorita, manifestó hoy en un comunicado que el candidato del PP a la Presidencia del Gobierno, Mariano Rajoy, en su intervención de ayer en los mítines de Alicante y Murcia, "lo único que ha dejado claro es que la prioridad de su política hidráulica se llama Aragón".

Fuentes Zorita señaló que Rajoy "ha vuelto a engañar a los murcianos y alicantinos al ocultarles que" para realizar las obras "del Pacto del Agua en Aragón necesitará no menos de 30 ó 40 años" y, cuando se terminen "no quedará ningún sobrante" de agua porque habrá que "establecer una reserva estratégica de 6.500 hectómetros cúbicos exclusiva para Aragón".

Así que, según el presidente de la CHS, el presidente del PP "le puso ayer un rejón de muerte al trasvase del Ebro y mañana, en su mitin de Zaragoza, le dará la puntilla".

Fuentes Zorita indicó además que los miembros del PP en Murcia y Alicante, "tratarán de aguantar la mentira como puedan hasta el 10 de marzo".

Bancaja aprueba el mayor presupuesto de Obra Social de su historia

VALENCIA.- El Consejo de Administración de Bancaja aprobó la formulación de las cuentas anuales que se elevarán a la Asamblea General Ordinaria, así como la propuesta de aplicación del resultado que destinará la entidad a la dotación de la Obra Social, que se incrementará en un 15,3 por ciento más que el pasado año, hasta alcanzar los 83 millones de euros.

Asimismo, el Consejo de Administración acordó destinar 285,5 millones de euros a reservas, lo que permitirá "fortalecer, aún más si cabe, su balance de cara a 2008", destacaron las mismas fuentes.

Según informó la caja valenciana en un comunicado, los "buenos resultados" obtenidos por la entidad a cierre de 2007, así como la "solidez" de su balance permitieron llevar a cabo el citado aumento en la asignación para Obra Social y hacer del presupuesto para 2008 "el mayor de la historia de la entidad" dedicado a esta área, y se distribuirá en tres líneas de acción fundamentales: Jóvenes, Cultura y Desarrollo Social.

Aprobó también la emisión de Cédulas Hipotecarias Nominativas, por un valor de hasta 500 millones de euros, con lo que la entidad "continúa desarrollando su estrategia de acudir a los mercados de financiación con una amplia variedad de instrumentos".

Al respecto, explicaron que este tipo de emisiones se diferencia de las cédulas hipotecarias tradicionales en que no cotizan en los mercados, ya que se articulan como contratos privados entre el emisor y el inversor, conociéndose en todo momento al tenedor de la cédula por su título nominativo.

Por último, también se presentó al Consejo de Administración el Informe del Servicio de Atención a Clientes de 2007, ejercicio durante el que se redujeron las reclamaciones en segunda instancia al Defensor del Cliente en un 24 por ciento. En el 88 por ciento de los casos, las resoluciones fueron favorables a la entidad, y en un solo caso fue favorable al cliente.

Las reclamaciones ante el Banco de España se redujeron en un 40 por ciento, con un 82 por ciento de resoluciones favorables a la entidad frente a solamente dos casos favorables al cliente.

Durante el pasado año, se mantuvo la reducción de los tiempos de respuesta hasta situarse en nueve días, "cifra similar a la del pasado año", precisaron las mismas fuentes, quienes resaltaron que Bancaja fue "la caja de ahorros con menor ratio de reclamaciones por volumen de negocio ante el Banco de España" en 2007.

Los directivos de Bancaja cobraron 3,4 millones de euros en 2007

VALENCIA.- El consejo de administración de Bancaja y los altos directivos de la entidad cobraron el año pasado 4,8 millones de euros, entre sueldos y remuneraciones por asistencia a los órganos de gobierno de empresas cotizadas en las que participa, dice hoy "Cinco Días".

Según el informe de gobierno corporativo presentado ayer ante la CNMV, del total, 3,4 millones corresponden a los altos directivos de la entidad y 1,4 millones a la participación de miembros de la caja en los consejos de empresas en los que participa Bancaja.

Esta cantidad es muy superior a la declarada por la caja el año pasado, que ascendía a 2,4 millones de euros.

Fuentes de Bancaja explicaron que el incremento se debe a que hasta el año pasado únicamente se incluían los sueldos del director general y de los cuatro directores adjuntos, mientras que este año se ha optado por incluir a todo el comité directivo, compuesto por 11 miembros.

La deuda de los partidos políticos con la entidad no ha variado sustancialmente en el último ejercicio. El PSOE sigue siendo quien más debe a la caja, con 3,7 millones de euros, mil euros más que el año anterior.

El PP ha rebajado de 0,17 a 0,16 millones de deuda.

Más deben EU, 0,5 millones y Bloc, 0,48 millones, sin que haya morosidad.

La exposición "Sorolla, visión de España" prolonga su horario de visitas en el mes de marzo

VALENCIA.- A partir del próximo domingo 2 de marzo, el nuevo horario de acceso público a la exposición "Sorolla, visión de España", en la sede de la Fundación "Bancaja", en Valencia, será, de lunes a domingo, de 9 de la mañana a 1 de la madrugada, con una última entrada a las 12 de la noche, y será de aplicación hasta que finalice la exposición el día 31 de marzo, incluidos los días de las fiestas de Fallas, según un comunicado de la propia entidad.

El objetivo de "Bancaja" con esta medida es dar respuesta a la enorme demanda de los ciudadanos, tras haber pasado por la misma más de 300.000 visitantes. El nuevo horario supone prolongar su cierre hasta la una de la madrugada en vez de a las diez de la noche, y con él también se pretende dar respuesta al aluvión de visitas previsto durante las próximas fiestas de Fallas y Semana Santa, exactamente dentro de quince días, para admirar los catorce lienzos que la "Hispanic Society", de Nueva York, encargó al pintor valenciano.

"Sorolla, visión de España" abrió sus puertas a comienzos del pasado noviembre y quedará clausurada el 31 de marzo antes de volver a ser expuesta en Sevilla, Madrid y Barcelona. Antes de regresar a su sede en el barrio neoyorkino de Harlem, los valencianos aún tendrán una última oportunidad de poder admirarla de nuevo en la sede de la Fundación "Bancaja" hasta finales de octubre de 2008, después haberla visitado en torno al millón de personas al regresar a España durante un año entero.- (NEM)

jueves, 28 de febrero de 2008

Zaplana acusa al Gobierno de querer ocultar quiebras de inmobiliarias antes del 9 de marzo

MADRID.- El portavoz del Grupo Popular en el Congreso y número cuatro en la lista del PP por Madrid, Eduardo Zaplana, aseguró hoy que el Gobierno socialista tiene un especial interés "con colaboradores importantes" en evitar que varias crisis empresariales en el sector inmobiliario afloren antes del la cita electoral del 9 de marzo.

Precisamente en el día de ayer se conoció que la inmobiliaria Habitat había logrado evitar 'in extremis' un concurso de acreedores al conseguir que todos sus bancos acreedores firmaran un acuerdo para la refinanciación de la deuda de 1.586 millones de euros, en la misma jornada en la que el fondo de Dubai presentó su oferta por Colonial y en que dos empresas del Grupo Jale suspendieron pagos "ante el estancamiento del mercado".

En declaraciones a Telemadrid, el dirigente 'popular' negó haber atacado a las entidades financieras españolas y, aunque admitió que no puede conocer "con profundidad" la salud del sector, advirtió de que el hecho de que se contenga la concesión de créditos demuestra que los bancos y cajas "pasan por dificultades".

"Hasta ahora todo lo que he dicho sobre la situación económica era verdad", aseguró el político valenciano, quien tachó al presidente del Ejecutivo, José Luis Rodríguez Zapatero, de "cínico" por haber hablado de una "recesión" a nivel mundial en el debate que el lunes mantuvo con el líder 'popular', Mariano Rajoy.

En este sentido, Zaplana recordó que él fue criticado por utilizar ese mismo término hace meses. "Ahora al PSOE le viene bien que el mundo entero tenga una etapa de recesión, lo que tampoco es verdad", indicó el dirigente 'popular', quien lamentó que ese haya sido "el juego de toda la legislatura y lo haya habido que aguantar".

Gerardo Camps asegura que los acuerdos empresariales con Marruecos son "una oportunidad y no una amenaza"

VALENCIA.- El vicepresidente segundo del Consell y conseller de Economía, Hacienda y Empleo de la Generalitat valenciana, Gerardo Camps, aseguró hoy que los acuerdos empresariales con Marruecos son "una oportunidad y no una amenaza" porque, a su juicio, el país africano ofrece "múltiples posibilidades de inversión y de establecimiento de relaciones comerciales que conllevan creación de la riqueza y de empleo en ambos territorios".

Gerardo Camps realizó hoy estas declaraciones durante su intervención en la Jornada 'Le Maroc Iberique 2008' de promoción económica del país vecino en España, organizada por la Confederación de Organizaciones Empresariales de la Comunitat Valenciana (Cierval), en la que se ha tratado sobre las oportunidades de negocio para las empresas de la autonomía en Marruecos.

Así, afirmó que la competitividad empresarial depende "cada vez más de la posibilidad de establecer relaciones de cooperación y colaboración con empresas asentadas en otros territorios por ello, para España, y especialmente la Comunitat, el norte de África es mucho más que una zona atractiva a la que nos unen lazos históricos".

Señaló, también, que los datos de comercio exterior extraídos del Instituto Español de Comercio Exterior (ICEX) "ponen de relevancia este hecho, ya que las exportaciones de la autonomía a Marruecos en 2007 representan algo más del 17 por ciento del total exportado al continente africano y las importaciones suponen un 15 por ciento del total".

Según el conseller, los cambios que se producen en los mercados motivados por una economía globalizada obligan a tomar iniciativas que son "difíciles de asumir de manera individualizada". De este modo, los acuerdos de cooperación son una "alternativa estratégica cada vez más popular entre las empresas".

"Para las pequeñas y medianas empresas utilizar estos acuerdos es la solución para hacer frente a la competencia porque permiten acceder a las ventajas de las grandes sin perder sus peculiaridades, algo muy importante en la Comunitat porque nuestro tejido empresarial esta constituido por comercios pequeños y medianos", agregó.

En ese sentido, Camps sostuvo que "es preciso afrontar los retos desde una triple perspectiva: intensificar las relaciones comerciales con terceros países, definir pautas de multilocalización empresarial y fomentar los procesos de cooperación empresarial, y a este respecto --añadió-- hay que ver a Marruecos y a otros países del norte de África como una oportunidad".

Por su parte, el ministro de Industria, Comercio y Nuevas Tecnologías del Reino de Marruecos, Ahmed Reda Chami, declaró que su país está abierto al exterior "porque creemos que en este mundo globalizado es importante para tener un mercado abierto" y afirmó que los datos económicos de los últimos cinco años "son sanos por lo que se alienta la inversión".

Durante su intervención, explicó que los nuevos "ejes de crecimiento" que ha creado el Gobierno marroquí se basan en infraestructuras "como las autopistas, el puerto de Tánger Med o viviendas sociales de las que se pretenden construir 150.000 en cinco años"; en centrales térmicas; en cohesión humana y social; en turismo "con el establecimiento de cinco complejos balnearios" y en emergencias "basadas en siete sectores estratégicos como la subcontratación, el automóvil, la aeronáutica, la electrónica, el textil y el cuero, la agroindustria y la transformación de productos del mar".

Además, confirmó que Marruecos proporcionará a las empresas extranjeras que inviertan en su territorio "infraestructuras y zonas industriales de última generación, subvenciones financieras para formar a las personas en las empresas y ayudas a las instalaciones porque se subvenciona parte del terreno".

Con todo, el ministro de Industria aseguró que las empresas españolas pueden instalarse "sin barreras que lo prohíban y gozar de subvenciones" por lo que es una "gran oportunidad" para ambos países para crear un "futuro común". "Por parte del gobierno de Marruecos hay una gran voluntad de crear sinergia a todos los niveles", añadió.

Al ser preguntado por el presidente de la Autoridad Portuaria de Valencia, Rafael Aznar, sobre la posibilidad de crear propuestas de reciprocidad e interés común sobre el puerto de la ciudad y el puerto de Tánger Med, el ministro marroquí calificó la iniciativa de "interesante" y se mostró conforme en estudiar acuerdos de intercambio entre ambos.

De hecho, confirmó que el primer tramo del puerto de Tánger ya es "operacional hasta tres millones de contenedores y en cuatro años más, estará disponible la segunda fase que alcanzará los 8 millones".

Por otro lado, el presidente de Cierval, Rafael Ferrando manifestó que Marruecos despierta un "gran interés" en el mundo empresarial español "como lo demuestra el hecho de que haya sido elegido por el Ministerio de Industria, Turismo y Comercio como uno de los 11 mercados prioritarios para la internacionalización de las empresas españolas".

Destacó que Cierval, a través de Medvalencia, ha desarrollado una "amplia labor informativa" con el objetivo de acercar el mercado marroquí "tan próximo y con tantas oportunidades de negocio" a los empresarios españoles e indicó que una de las herramientas "más eficaces" para incrementar la competitividad de la región euromediterránea es el partenariado --una forma de colaboración-- entre empresas que "lleva aparejada la transferencia de tecnología".

Por su parte, Gerardo Camps precisó que Medvalencia se configura como una "plataforma práctica" que desarrolla la cooperación empresarial con los países del sur del Mediterráneo con una "participación especial" de las empresas de la Comunitat.

Finalmente, el vicepresidente de la Confederación General de Empresas de Marruecos (CGEM), Mohammed Chaïbi, remarcó que Marruecos, con 30 millones de habitantes, es una de las economías "más importantes" del norte de África y que goza de "estabilidad política y social".

Apuntó, también, que el sector turístico es un "ejemplo" de cooperación marroquí y española porque las empresas hoteleras "buscan ampliar sus instalaciones en zonas menos explotadas en Marruecos".

García-Gasco dice que el político debe servir al bien común y "no construir artificialmente una cultura atea"

VALENCIA.- El cardenal arzobispo de Valencia, Agustín García-Gasco, señaló hoy en su carta pastoral de esta semana que la tarea del político es "servir al bien común y custodiar, proteger y fomentar sus valores fundamentales", y "nunca será justo construir artificialmente una cultura atea, una sociedad sin referencias religiosas".

En su carta, el purpurado defendió que el bien común es lo que da "el sentido principal" a la acción política. "No bastan las frases bonitas, los eslóganes y las promesas", porque los electores "saben distinguir perfectamente qué políticos están apoyados por hechos que benefician a todos y quiénes se representan a sí mismos, o a una facción ideológica de la sociedad".

Para el cardenal García-Gasco, "la mejor educación en las virtudes cívicas no se identifica con la imposición más o menos sutil de la ideología que acompaña a un gobierno", sino con el compromiso "eficaz y perseverante" por conseguir que los derechos humanos sean "para todos y especialmente para los más débiles y necesitados".

En su carta, titulada 'Servir al bien común', el purpurado mantuvo que "cuantas más personas se muevan en pro de los derechos y de la dignidad de la persona humana, mejor democracia". Por el contrario, "cuantos más ciudadanos se escuden en las libertades públicas para agredir a los que no piensan como ellos, más nos alejamos de la verdadera democracia".

Igualmente, se refirió a los candidatos y les recordó que son "el espejo en el que los ciudadanos se miran en espera de ver confirmados los valores humanos y políticos deseados" y les recomendó que tengan "muy presente" que su conducta es un "lenguaje de educación ciudadana, a veces más elocuente que los gestos mediáticos o las frases de impacto calculado".

Por otra parte, resaltó el criterio ético en la tarea de los políticos y aseguró: "a pesar de los golpes de efecto que se pueden conseguir con los artificios propios de una sociedad mediática, nada puede borrar la responsabilidad ética y social del cometido político".

La propia campaña electoral "es una oportunidad para presentar un escenario de educación en valores", según el purpurado, que vaticinó que "mal les irá a los programas y las propuestas que estén guiados por rencillas, oportunismos o gestos de estrategias mentirosas, más allá del instante efímero de gloria mediática". Por ello, el político "ha de expresar un profundo respeto hacia un electorado que pide a sus representantes coherencia y dignidad a la hora de dinamizar la vida comunitaria", dijo.

Finalmente, expresó que la Iglesia católica "quiere contribuir a la renovación de los valores verdaderamente democráticos y aportar su convicción de la primacía de los valores espirituales sobre los materiales". De este modo, el "juego democrático no coincide con la búsqueda de victoria electoral a cualquier precio", sino en la convivencia desde el "pleno respeto de la dignidad", según el ideal de que "todos los derechos sean para todos", apostilló.

Rajoy insiste en Alicante en la mala situación de la economía española

ALICANTE.- El líder del Partido Popular y candidato a la Presidencia del Gobierno, Mariano Rajoy, garantizó esta tarde en Alicante que "habrá agua para todos" porque el sobrante de las obras del Pacto del Agua, la que "se va al mar", se transferirá a la Comunidad Valenciana, Murcia y Almería.

Rajoy lanzó este mensaje en un mitin ante siete mil personas --según fuentes del PP-- en la Feria de Muestras de Alicante, en el que también intervinieron el presidente de la Generalitat, Francisco Camps, y el cabeza de lista por Alicante, Federico Trillo.

También habló de economía y acusó al Gobierno socialista de estar "superado por los acontecimientos". A su juicio, el presidente del Gobierno es "un serio peligro y una amenaza real para los bolsillos de los españoles" que, puede llevar a España "otra vez a los años 70".

"Está en la luna", proclamó.

En su discurso, Rajoy aseguró que se encuentra mejor que nunca para gobernar España, una idea que viene repitiendo en sus últimos actos electorales, tras el debate que mantuvo el pasado lunes con el jefe del Ejecutivo.

"Ahora, como quedan unos días para el final de la campaña os voy a decir como estoy. Estoy bien, estoy en forma, estoy con ganas, estoy más preparado que nunca, más que nunca", proclamó, cosechando un prolongado aplauso.

Y a renglón seguido, recordó su afición al ciclismo y pidió ayuda a los suyos para este "sprint" final antes de la cita con las urnas del 9 de marzo.

"Soy ciclista, veo la meta, ahora está el sprint y tengo el mejor equipo que me va a preparar ese sptrint, que sois vosotros", enfatizó, para añadir que el PP "está más acompañado que nunca" y por eso va a "ganar las elecciones".

La UE propone más seguridad en los juguetes con imanes

BRUSELAS.- La Comisión Europea propuso este jueves que los juguetes que contengan imanes lleven una etiqueta de advertencia obligatoria, con el objetivo de prevenir accidentes cada vez más frecuentes en el marco del fortalecimiento de las medidas de seguridad para proteger a los niños.

Según Bruselas, desde 2006 (año en que se registró un accidente mortal en Estados Unidos) se han notificado en todo el mundo docenas de casos de niños que se habían tragado al menos dos imanes o un imán y un objeto metálico y que precisaron una intervención quirúrgica importante.

Recientemente, varios fabricantes de juguetes han emprendido importantes campañas de recuperación de productos con imanes o altos niveles de plomo en la pintura utilizada.

El caso más notorio fue el norteamericano Mattel, que desde mediados de 2007 retiró del mercado unos 18 millones de juguetes por ambas razones.

La propuesta presentada este jueves por la Comisión abarca a todos los "juguetes magnéticos", es decir los que "contienen o están formados por imanes sueltos o desmontables, o componentes magnéticos que por su forma y tamaño pueden ser tragados por los niños".

Según Bruselas, "los imanes constituyen un riesgo emergente", ya que "cada vez son más pequeños y potentes y pueden desmontarse con mayor facilidad".

"A menudo se emplean en los juguetes imanes diminutos, no más grandes que la goma de un lapicero, pero muy potentes. Cada vez hay más pruebas de los daños que puede causar el hecho de que los niños se lleven a la boca imanes diminutos, pues si éstos se desprenden, podrían tragárselos", dijo el comisaria europea de Protección de los Consumidores, Meglena Kuneva.

La intención es que la etiqueta de advertencia esté colocada en el embalaje o en el juguete directamente.

"La etiqueta de advertencia es una medida provisional hasta que se revise la norma europea. En ella se precisarán de forma clara para los padres los riesgos potencialmente graves, asegurándose así una mayor vigilancia", explicó Kuneva.

Esta iniciativa forma parte de los controles de seguridad de los juguetes que la Comisión Europea emprendió a fines de 2007 y coincide con medidas similares adoptadas por diversos Estados miembros de la Unión Europea (UE), entre ellos Alemania y Francia.

El proyecto podría ser adoptado a principios de abril, tras ser sujeto de debate en el Parlamento Europeo. A partir de su adopción, los Estados miembros dispondrán de tres meses para asegurarse de que todos los juguetes magnéticos lleven la etiqueta de advertencia.

En la actualidad no hay reglas o normas específicas que regulen los juguetes magnéticos, y sólo se les aplica el requisito general de la UE en virtud del cual los juguetes comercializados no han de de constituir una amenaza para la salud o la seguridad.

miércoles, 27 de febrero de 2008

AECOC ve "absurdo" restringir el transporte por carretera y defiende su papel económico "clave"

MADRID.- El director general de la Asociación de Fabricantes y Distribuidores (AECOC), José María Bonmatí, defendió hoy el papel clave que juega la distribución y transporte por carretera en la economía española y calificó de "verdadero absurdo" las restricciones de circulación impulsadas por Cataluña y País Vasco.

Bonmatí aseguró que a la gente le "molesta" el transporte por mercancías mientras no deja de demandar nuevos y mejores servicios.

Bonmatí señaló que el transporte de mercancías por otros medios, como el ferrocarril, no resulta competitiva en la actualidad, y llegó a lamentar que las infraestructuras "no van como debieran" para un sector que supone el 10% del PIB de la Unión Europea, con 10 millones de empleos.

Por su parte, el director técnico de logística de la asociación, Enrique Boigues explicó que el transporte de mercancías por carretera supone el 85% del total del sector en España, que depende en un 98,5% del petróleo, lo que significa que absorbe ya un 65% de las importaciones anuales de crudo, con una tasa de crecimiento continuo desde 1988.

Según Boigues, aunque el petróleo ya ha alcanzado la cresta de la evolución histórica de su utilización, el incremento de los precios no presenta ningún indicio de moderación, lo que puede llevar a situaciones de colapso en países que, sencillamente, no podrán permitirse pagar el crudo.

Por este motivo, la AECOC recomienda a sus 24.000 asociados la conveniencia de tomar medidas para reducir la actual dependencia y el impacto medioambiental de este tipo de actividades, mediante el empelo de motores más limpios y nuevos combustibles como los biocarburantes, el hidrógeno o el gas natural.

Asimismo, aseguró que si se permitiera el uso generalizado de camiones de 60 toneladas en las carreteras españolas se reduciría en un 21% las emisiones de dióxido de carbono.

Este proceso pasa por el aligeramiento de las materias primas y la energía. "Habrá que hacer más con menos", aseveró Boigues, quien apostó por optimizar recursos a través de la reducción de viajes a media carga y el empleo de nuevas tecnologías.

En este sentido, Bonmatí señaló que el impulso de incentivos fiscales para que las empresas desarrollen su inversión en estos aspectos es deseable, ante todo "para que las compañías pequeñas no se queden fuera".

La AECOC apuesta por optimizar el transporte urbano por mercancías, apostando por las descargas en horas valle y horario nocturno, permitiendo la entrada en núcleos de población de vehículos de mayor capacidad para reducir así la permanencia en ciudad y las emisiones acústicas. Por este motivo, según avanzó Boigues, se están estudiando estas cuestiones con la Federación Española de Municipios y Provincias (FEMP).

El acto fue aprovechado para la presentación del primer camión firgorífico de distribución con un motor de gas natural, fabricado por INVECO. Según explicó el director de la división de gas de la compañía, Manuel Lage, este proyecto supone una "entrada clara y decidida" en el sector de la distribución de la filial de vehículos industriales de FIAT, que en 2007 había fabricado un total de 11.000 vehículos y motores de este tipo.

El nuevo vehículo, un camión frigorífico de 26 toneladas y 270 CV de potencia, utiliza motores de gas natural comprimido, lo que restringe su uso al transporte urbano de cercanías, si bien Lage aseguró que INVECO está trabajando en motores de gas licuado que supondrán el futuro "a medio y largo plazo" del transporte por carretera.

Los costes del fabricación de este camión superan en un 40% a los vehículos de diesel, si bien Lages recordó que el gas natural es un combustible algo más barato que el diesel y los costes de explotación son inferiores a los de los vehículos convencionales.

Preguntado por si los 24.000 asociados de AECOC querrían asumir este incremento en el precio de lo vehículos, Bonmatí señaló que estos estarán dispuestos a pagar por los productos "que aporten más valor añadido".

Crédit Agricole Asset Management lanza un fondo de inversión responsable de renta variable sobre el agua

MADRID.- Crédit Agricole Asset Management (CAAM), filia de gestión de activos de Crédit Agricole, presentó hoy 'Aqua Global', un fondo temático de inversión socialmente responsable que invierte en renta variable en una selección de empresas que realicen un mínimo del 25% de sus ventas en actividades relacionadas con el agua.

El fondo requiere una suscripción mínima de capital de 500.000 dólares (333.000 euros) a un plazo de cinco años, con una rentabilidad que supere la obtenida por índices como el MSCI World. El capital inicial no está garantizado y no se puede rescatar antes del final del periodo suscrito.

Se trata de un fondo de riesgo, según explicó el gestor de CAAM Antoine Sorange, que se caracteriza por su diversificación sectorial y geográfica, ya que "el agua no es un sector, sino una temática", que afecta a muchas áreas y empresas.

Mediante una aplicación combinada de criterios financieros, medioambientales, sociales y de gobierno corporativo en la selección de valores, el fondo permite a los inversores participar del crecimiento de las empresas implicadas en la cadena de creación de valor del agua.

El fondo está gestionado por IDEAM, filial de gestión de activos de CAAM y especializada en inversión socialmente responsable (ISR), y para su desarrollo los gestores han aplicado a 225 empresas criterios de compromiso con este tipo de inversión hasta seleccionar un total de 40 valores, cuyos ingresos provienen de más del 60% del agua.

El consejero delegado de CAAM España, Michel Escalera, subrayó que la inversión responsable "tiene sentido a futuro" y que es una filosofía para el grupo, que demuestra que se pueden ser rentable al tiempo que sostenible.

La CE investigará si son legales las ayudas públicas a bancos alemanes afectados por las 'subprime'

BRUSELAS.- La Comisión Europea anunció hoy el lanzamiento de una investigación formal para averiguar si son legales o no las ayudas públicas concedidas para reflotar los bancos alemanes IKB y Sachsen LB, que se vieron gravemente afectados por la crisis de las hipotecas de alto riesgo en Estados Unidos.

Durante el verano de 2007, el banco público alemán KfW acordó una garantía de crédito de 9.000 millones de euros a IKB, y un grupo de bancos regionales concedió una línea de crédito de alrededor de 17.000 millones a Sachsen LB. Sin estas medidas, los bancos no hubieran podido continuar sus actividades.

Alemania notificó estas medidas a Bruselas en enero de 2008 y ahora el Ejecutivo comunitario debe examinar si constituyen ayudas de Estado y, en caso afirmativo, si son compatibles con la legislación comunitaria. Las autoridades alemanas aseguran que estas ayudas se han dado en las mismas condiciones en las que actuaría un inversor normal en una economía de mercado y por tanto no constituyen subvenciones públicas.

Sin embargo, la Comisión no comparte este análisis y considera que podría haber "elementos de ayuda de Estado", según explicó el portavoz de Competencia, Jonathan Todd.

La comisaria Neelie Kroes indicó por su parte que la investigación se centrará en averiguar si el plan de reestructuración de estos bancos que acompaña a las ayudas garantizará su viabilidad a largo plazo y si las subvenciones se han limitado al "mínimo necesario". Bruselas también analizará si se han tomado las medidas compensatorias adecuadas para minimizar las distorsiones a la competencia.

El Ejecutivo comunitario destacó que la apertura de una investigación dará a las partes interesadas la posibilidad de presentar sus observaciones y no prejuzga cuál será el resultado del procedimiento.

Kroes admitió que las autoridades públicas tienen derecho a reaccionar frente a las amenazas a la estabilidad de los mercados financieros pero dejó claro que la Comisión debe garantizar que estas actuaciones no distorsionen la competencia.

"Si no lo hacemos, los ciudadanos europeos no podrían comprender por qué ellos deben sufrir las consecuencias de la ralentización de la actividad económica porque el dinero de los contribuyentes se inyecta en bancos que eran rentables, que han tomado riesgos excesivos, y que podrían escapar de las consecuencias de estas estrategias", resaltó Kroes.

Italia estudia una lista con 150 posibles casos de evasión fiscal a Liechtenstein

ROMA.- La Agencia Tributaria italiana está estudiando una lista con alrededor de 150 nombres correspondientes a ciudadanos italianos que presuntamente habrían abierto cuentas en Liechtenstein para cometer un fraude fiscal y evadir los impuestos de su país, según informó hoy el diario 'La Repubblica'.

La prensa del país transalpino detalla que las fortunas acumuladas por italianos en este pequeño paraíso fiscal irían desde los pocos centenares de miles hasta millones de euros. La lista de personas investigadas saldrá a la luz "en los próximos días", según declaró el viceministro de Economía, Vicenzo Visco.

En cuanto al perfil de los evasores respondería más a personas físicas que a sociedades y, concretamente, a empresarios, profesionales e incluso algunos políticos, según detalla el rotativo.

Visco aseguró que, en estos momentos, tanto la Agencia Tributaria como los magistrados están trabajando para desenmascarar a estos ciudadanos, que "se pueden considerar evasores a todos los efectos".

El escándalo sobre la apertura de fondos en el pequeño Liechtenstein se desató en un primer momento en Alemania y se ha extendido a diversos países de todo el mundo.

Académicos prevén que la crisis inmobiliaria en España durará hasta cinco años y costará 400.000 empleos

BARCELONA.- Diferentes académicos afirmaron hoy que la crisis inmobiliaria en España es "grave" y durará hasta cinco años, a la vez que defendieron que el tiempo que el país ha vivido de las "propinas" del sector de la construcción "se ha acabado" y que se destruirán empleos.

En una mesa redonda organizada por EFPA (European Financial Planning Association) en Barcelona, el profesor de Teoría Económica de la Universitat de Barcelona (UB), Gonzalo Bernardos, aseguró que la única salida de los promotores ante la crisis es "salir al extranjero" a construir, ya que en España el sector "ha tocado fondo".

Bernardos cifró la destrucción de empleos del sector en más de 400.000 puestos de trabajo tanto en la construcción directa como entre sus proveedores --como fabricantes de cerámica para la construcción, el sector del mueble y el textil, entre otros--, lo que requerirá de medidas para crear ocupación, que pasan por "dar incentivos a las empresas, que son las que crean empleos".

El profesor de la UB manifestó que la solución pasa por la intervención de la Administración para intentar que "cuadren" la oferta y la demanda en el mercado, "en vez de construir viviendas de protección oficial", creando competencia "desleal".

El consejero director general de Riva y García y responsable de la Cátedra de Esade, Pere Viñolas, aseguró que hay un "problema estructural" del sector y destacó el gran peso del subsector residencial en la economía española.

Para los próximos años, vaticinó que no se deben esperar "crecimientos de precio de más de dos dígitos". Asimismo, añadió que en el mercado hay una "sobreoferta" que se traduce en un 15% de viviendas desocupadas que "no se venden".

martes, 26 de febrero de 2008

El presidente de CajaSur insta a combatir el blanqueo de capitales y la financiación del terrorismo

CÓRDOBA.- El presidente de CajaSur, Santiago Gómez Sierra, durante la celebración de unas jornadas jurídicas sobre la prevención del blanqueo de capitales y la financiación del terrorismo, animó hoy a los participantes a "combatir con la máxima dureza esta auténtica lacra social".

Córdoba acoge desde hoy las Jornadas Técnico Jurídicas de CajaSur en las que participan destacadas personalidades del ámbito judicial y fiscal, el Banco de España y la Policía Judicial, así como expertos juristas y directivos de numerosas entidades financieras.

Según informó la caja de ahorros cordobesa en un comunicado, Gómez Sierra recordó que "la legalidad es siempre la mejor arma para luchar contra la corrupción y evitar que los servicios financieros puedan ser usados con fines ilícitos".

Durante la mañana de hoy, el director adjunto del Servicio Ejecutivo de Prevención del Blanqueo de Capitales del Banco de España (Sepblac), Pedro de la Lama, abordó la colaboración del sistema financiero en la prevención de los delitos vinculados al blanqueo de capitales; a continuación, José Antonio Monreal, inspector del Banco de España en excedencia y socio del despacho jurídico Cuatrecasas, se refirió a los procedimientos internos de prevención en las entidades financieras.

Ya por la tarde, Baltasar Garzón y Dolores Delgado, magistrado y fiscal de la Audiencia Nacional, respectivamente, debatieron acerca de la intervención judicial y fiscal en la investigación en la investigación del delito de blanqueo de capitales. Como moderador actuó Heriberto Asencio, magistrado del Tribunal Superior de Justicia de Andalucía (TSJA).

En la jornada de mañana miércoles, Alberto García Valera, delegado ejecutivo de la Agencia Estatal de Administración Tributaria (AEAT) en Andalucía, y José Luis Olivera, comisario jefe de la Unidad Central de Delincuencia Económica y Fiscal de la Policía Judicial, centrarán su intervención en la investigación tributaria y policial del delito de blanqueo de capitales, actuando como moderador José Antonio Montero, magistrado del TSJA.

Analizan información sobre españoles con cuentas en Liechtenstein

MADRID.- La Agencia Tributaria anunció este martes que analizando información sobre ciudadanos españoles con cuentas bancarias en Liechtenstein, dentro del escándalo de evasión de impuestos descubierto en Alemania y extendido a otros países.

La Agencia Tributaria, dependiente del ministerio de Economía, indicó en un comunicado que "está analizando información sobre ciudadanos españoles incluidos en las listas de cuentas y depósitos bancarios de Liechtenstein usados presuntamente para la evasión y el fraude fiscal".


Los resultados de estos análisis podrán dar lugar a "actuaciones inspectoras" o a enviar "los expedientes a los órganos judiciales en el supuesto de posible comisión de delitos fiscales", explicó.

Según la Agencia Tributaria, investigaciones como esta confirman las conclusiones del Foro de Administración Tributaria de la OCDE de establecer los estándares de transparencia e intercambio efectivo de información respecto a las operaciones realizadas con paraísos fiscales.

Los órganos de cobro de impuestos de España, Australia, Canadá, Francia, Italia, Nueva Zelanda, Suecia, Gran Bretaña y Estados Unidos, entre otros, "están trabajando de manera coordinada" en la investigación de este escándalo de fraude fiscal descubierto primero en Alemania y más tarde en otros países.

Este martes, la justicia alemana anunció que ha registrado los domicilios de más de 160 sospechosos. Unos 1.000 ricos alemanes, entre ellos varias "personalidades", son sospechosos de haber defraudado al fisco hasta 4.000 millones de euros, invertidos en fundaciones del principado europeo de Liechtenstein, donde los impuestos son prácticamente inexistentes.

CGT convoca una serie de movilizaciones en Caja Mediterráneo para 'protestar por la discriminación salarial'

ALICANTE.- La CGT ha convocado una serie de movilizaciones en Caja Mediterráneo para 'protestar por la discriminación salarial' y pedir la 'equiparación' para los empleados que entraron a trabajar después de 1996, que cobran entre un 10 y un 15 por ciento menos, según indicó hoy el secretario de CGT-CAM, Ventura López, quien además indicó que la dirección de la caja 'se ha negado' a tratar este asunto en la mesa de negociación.

Ventura López expuso hoy el calendario de las movilizaciones y las razones que les llevan a convocarlas. Así, explicó que 'todos los trabajadores hemos participado en la consecución de los beneficios de la entidad pero los contratados posteriores a 1996 han aportado además entre el 10 y el 15 por ciento de su salario'.

En este sentido, aseguró que la dirección 'en ningún momento' ha permitido que CGT pusiera este asunto sobre la mesa de negociación y que se 'ha negado a dialogar' con los representantes sindicales sobre este asunto.

Así, explicó que el pasado año la dirección de la caja indicó que iban a solucionar esta 'discriminación', por lo que le dieron 'un margen de tiempo' para que pudiera hacerlo. Sin embargo, a finales de 2007 presentó una mejora salaria progresiva, que 'eliminaba parte de esta discriminación pero con el tiempo no equiparaba'.

La respuesta ante su oposición, según Ventura López, fue 'o lo tomas o lo dejas' y por ello han convocado esta serie de movilizaciones, que se extenderán incluso hasta el verano 'a la espera de que se admita una negociación'.

De este modo, la primera de las concentraciones se realizará el próximo jueves, 28 de febrero, en la Dirección Territorial de Alicante, en la sede de Caja Mediterráneo de la calle San Fernando. Posteriormente, se celebrarán otras en Valencia, el 6 de marzo, en Murcia, el 13 de marzo; y de nuevo en Alicante, aunque esta vez en la sede central de Óscar Esplá, que se celebrará el 10 de abril.

Récord en las exportaciones españolas de vino

MONÓVAR.- Las exportaciones españolas de vino alcanzaron en 2007 un récord histórico, al registrar un aumento del 6,6% en volumen, hasta los 1.528 millones de litros, y del 12,4% en valor, hasta los 1.833 millones de euros, ha informado hoy la Federación Española del Vino (FEV), que ha precisado que el precio medio se situó en 1,20 euros por litro, un 5,4% más.

En concreto, el pasado ejercicio se facturaron 201,5 millones de euros más que en 2006, lo que la Federación atribuye a la buena marcha de los vinos envasados, tanto con denominación de origen (8,9%) como de mesa (8,6%), así como de los vinos de mesa a granel, por el crecimiento de los blancos (42%).

En cuanto a los espumosos y cavas, ha destacado su gran crecimiento en valor (28%), debido en parte al aumento detectado en las expediciones de espumosos a Italia durante los meses de septiembre a diciembre, cuando llegó a aumentar hasta un 1.781%. No obstante, la FEV ha advertido de que este dato puede ser producto de un error estadístico.

En términos de volumen, durante el año 2007 se exportaron 94 millones de litros más que el año anterior, lo que supone un crecimiento del 6,6%. En este caso, resalta también el crecimiento registrado en los vinos con denominación de origen envasados (4,2%), los vinos de mesa envasados (7,5%) y los vinos de mesa a granel (7,5%), si bien todos crecen en menor medida que en términos de valor, lo que eleva sus precios medios.

En el análisis por mercados, la Federación ha subrayado la buena marcha de Reino Unido, primer destino en valor de las ventas, con un aumento del 5,5% en volumen y del 9% en valor, y Estados Unidos, con un incremento del 19% en volumen y del 11% en valor, por aumento de los vinos con denominación de origen y de los espumosos en ambos casos.

La FEV ha remarcado que se trata de unos "datos excelentes" que acercan al sector al objetivo de convertir a España en líder mundial en el sector del vino, que aparece recogido en el Plan Estratégico 2010 aprobado el pasado año por el Ministerio de Agricultura, Pesca y Alimentación.

Liechtenstein, el paraíso perdido / José Javaloyes

La remunerada delación al Fisco de Alemania, por parte de un empleado bancario, de los titulares de cuentas secretas en bancos del Principado de Liechtenstein, es suceso de obvia gravedad desde un punto de vista político, más allá de las cuestiones de justicia tributaria.

Si de una parte se ha puesto de manifiesto lo que podría llamarse multinacionalidad del fraude fiscal, materializada en ingentes cantidades de recursos pecuniarios evadidos fiscalmente de numerosos países de Europa y América, entre los que se incluyen también evasores con pasaporte español, hay que considerar, de otro punto, el polémico asunto de la injerencia fiscal alemana en las soberanas facultades del Principado para disponer y organizar su propio sistema bancario, dentro de condiciones de secreto y opacidad de las que no tiene obligación jurídica o política de rendir cuentas a nadie.

El caso de Suiza es una referencia tópica en este orden de cuestiones, aunque en el caso helvético, la propia y soberana discrecionalidad para organizar el secreto de su sistema bancario se autolimita, excluyendo del mismo los recursos procedentes del tráfico de drogas y del comercio ilegal de armas.

¿Había en las cuentas del banco en cuestión del Principado de Liechtenstein fondos de esta naturaleza? ¡Quién lo puede saber a estas alturas de la película! Pero ese aspecto sólo es el componente moral, de importancia tan obvia como para que la Confederación Helvética lo excluya de su propio tráfico internacional de opacidades bancarias.

El problema en este caso del Principado centroeuropeo es, principalmente, de tipo jurídico y de naturaleza claramente política: la de hasta dónde puede el Fisco alemán, mediante una delación comprada, injerirse en las competencias de ese pequeño Estado. En el orden de los hechos políticos sabidos en torno a este particular, trascendió a los medios que la canciller Merkel se había entrevistado con las autoridades sobre cuestiones de evasión fiscal que afectaban a Alemania, directamente y en primer lugar.

Es muy verosímil, a partir de ahí, que la difusión internacional de la nómina de evasores fuese acordada en el marco de esa gestión de Ángela Merkel; también, que se hayan convenido compensaciones congruas para el Principado, por afectar a servicios esenciales —los bancarios— de ese pequeño espacio centroeuropeo; cuyo orden legal es de idéntica naturaleza positiva que las normas fiscales incumplidas por los titulares de las cuentas delatadas.

En cualquier caso, no es inoportuno recordar, ante este enorme suceso que comentamos, las reflexiones que se han hecho, por juristas eminentes en doctrina fiscal, en el sentido de que es la propia injusticia tributaria con la sobrepresión —a veces confiscatoria— la propia causa generadora del fraude a las Haciendas.

Es ésta, opinión que se actualiza especialmente en tiempos de inflación: cuando la progresividad de los impuestos, derivada de la imperante socialdemocracia tributaria, se cruza con el crecimiento sólo nominal de los ingresos.

Posiblemente, los paraísos fiscales operen como inmorales instituciones de compensación frente a los no menos inmorales abusos de los sistemas tributarios.

El 64% de las empresas españolas no facilita información sobre sus sistemas de anticorrupción

MADRID.- El 64% de las empresas españolas no facilita información sobre sus sistemas de anticorrupción frente al 47% de las empresas europeas, según se desprende del informe 'Negocios limpios, Desarrollo global: el rol de las empresas en la lucha internacional contra la corrupción 2007. Avances de las empresas del Ibex 2005-2007', presentado hoy en Madrid por la Fundación Carolina y la Fundación Ecología y Desarrollo (ECODES).

Pese a ello, el documento reconoce que, en términos de políticas anticorrupción, el avance de las empresas españolas es "similar" al de las europeas, ya que el 91% de las europeas y el 93% de las españolas disponen de una política al respecto. Sin embargo, frente al 12% de las europeas que poseen políticas "buenas o avanzadas", ninguna de las españolas alcanza este nivel.

Otra de las diferencias más acusadas se encuentra en el ámbito de los sistemas de prevención y control de prácticas corruptas, que en España es aún "muy incipiente". Mientras que en Europa un 13% de las empresas no cuenta con sistemas de anticorrupción, el porcentaje en España se eleva hasta el 29%.

Además, los sistemas anticorrupción de las empresas se limitan sólo a la comunicación de la política a los empleados y a la utilización del buzón de sugerencias como canal anónimo de denuncia.

El estudio también analiza la situación de las empresas del Ibex-35 señalando que las empresas del selectivo apenas poseen políticas de transparencia informativa, relacionadas principalmente con las actividades de formación --un 9%-- o mecanismos de denuncia anónima --un 6%--.

Pese a estos datos, el estudio constata que se ha producido un avance "sustancial" en el número de compañías que disponen de políticas de anticorrupción "claras" y de sistemas de gestión para la prevención y el control de la corrupción.

Así, el número de empresas que en el periodo 2005-2007 contaban con políticas de anticorrupción descendió del 52% al 26%, mientras que el porcentaje de aquellas que disponen de una política básica pasó del 11% al 17%. Por su parte, el porcentaje de compañías que disponen de una política "clara" creció del 37% al 57%.

Respecto a la calidad de los sistemas de gestión anticorrupción en este periodo, el aumento más significativo se produjo en el capítulo de formación a los empleados en materia de anticorrupción, que aumentó del 14% al 37%.

Este incremento también se ha producido en los mecanismos de denuncia anónima --puestos en marcha para revelar las irregularidades que se produzcan, asegurando la confidencialidad de los denunciantes--, que pasó del 31% en 2005 al 49% del año pasado.

Por otro lado, el informe hace hincapié en la situación del sector de la construcción donde se registra un avance "similar" en materia anticorrupción, en comparación con las empresas europeas, ya que tanto el 95% de las europeas y el 100% de las españolas poseen una política al respecto.

La principal diferencia radica en que, mientras que el 15% de las europeas dispone de políticas "buenas o avanzadas", ninguna empresa española alcanza este nivel.

Además, el desarrollo de sistemas de prevención y control de prácticas corruptas aún es muy "incipiente" en nuestro país, donde un 20% de las empresas no posee estos mecanismos (en contraste con el 15% que se registra en Europa).

Respecto al nivel de transparencia informativa, la situación es similar ya que, frente al 40% de las empresas europeas que no facilitan información, en el caso de las españolas la cifra se sitúa en el 60%.

En la presentación del documento, la directora de la Fundación Carolina, Rosa Conde, aseguró que este informe "es una aportación muy importante a la sociedad".

"Las empresas no lo ven con miedo sino como una oportunidad para aprender", afirmó.

En la misma línea se expresó el director de ECODES, Víctor Viñuales, al considerar que las ONG "no pueden caminar solas". "No se puede cambiar el mundo sólo con concienciación social", aseveró.

Las principales cajas prestaron 389.912 millones en 2007, un 28,6% más de lo que captaron en depósitos

MADRID.- Las principales cajas de ahorro españolas concedieron 389.912 millones de euros en créditos a la clientela durante 2007, un 28,6% más de lo que captaron en depósitos, que alcanzó los 303.151 millones, según el balance de datos correspondiente al año pasado publicado hoy por la Confederación Española de Cajas de Ahorro (CECA).

Este dato pone de manifiesto la liquidez con la que contaban las principales cajas de ahorro en 2007 y supone un añadido más a la defensa del sistema financiero español que en los últimos días han llevado a cabo el Banco de España, la propia CECA y la Asociación Española de Banca (AEB).

En concreto, el presidente de la Confederación de cajas de ahorro, Juan Ramón Quintás, recordó durante la presentación de los resultados de 2007 que las entidades tienen un colchón de 1.600 millones de euros en provisiones y que cuentan con 20.000 millones de euros en plusvalías latentes.

En conjunto, las cuatro principales entidades --'la Caixa', Caja Madrid, Bancaja y CAM- concedieron en 2007 casi la mitad de los créditos de este sector (45,6%), que alcanzaron los 853.632 millones de euros, un 17% más que en 2006, y captaron el 41,41% del total de los depósitos, que se situaron en 732.015 millones de euros, con 13,6% más.

Por entidades, 'la Caixa' lideró tanto la concesión de créditos como la captación de depósitos en 2007, con 162.214 millones de euros (+17,4%) y 135.547 millones (+12,5%), respectivamente.

A continuación, se situó Caja Madrid con 108.686 millones de euros en créditos (+14,2%), frente a los 71.535 millones en depósitos (+17,3%), seguido de Bancaja que concedió 62.461 millones en préstamos (+20,4%), frente a los 46.593 millones en depósitos (+25,6%).

Por su parte, la Caja de Ahorros Mediterráneo (CAM) concedió 56.551 millones de euros en créditos (+18,6%) y captó 49.476 millones en depósitos (+14,1%).

El puerto de Alicante impulsa su conexión de 300 buques/año con Las Palmas, en Canarias

ALICANTE.- El puerto de Alicante ha decidido impulsar su conexión con el de Las Palmas de Gran Canaria a fin de incrementar el intercambio de mercancías entre ambas ciudades y aprovechar la situación geográfica del puerto de La Luz para abrir nuevas conexiones con otros puertos africanos.

El puerto de Alicante mueve al año cuatro millones de toneladas, entre graneles y mercancía en general, y casi un millón de ellas tiene como origen o destino el puerto de Las Palmas de Gran Canaria, explicó el presidente portuario alicantino.

La terminal de contenedores del puerto mediterráneo maneja al año 180.000 contenedores, y el 90% de ellos tienen como entrada o salida los puertos canarios, principalmente el de la capital de Las Palmas.

En la actualidad, una media de 300 barcos navegan al año entre Alicante y Las Palmas de Gran Canaria, aunque las autoridades portuarias de ambas ciudades quieren que sean más y se aproveche la situación de Canarias para utilizar sus puertos de cara a otras rutas de África.

El puerto de Alicante siempre ha tenido un vínculo con el de La Luz en el intercambio de productos frutícolas canarios, pero además ahora pretenden que esa tradición no vaya en descenso.

Como ahora el sector de la logística y la distribución de bienes está cambiando, los dos puertos tienen que incrementar sus relaciones comerciales y aprovechar sus sinergias.

La situación geográfica del puerto de La Luz le sitúa en una "ubicación excelente" para abrir nuevos mercados en el África subsahariana y la ecuatorial.

La banca valenciana afronta la «crisis» con unos beneficios de 1.146 millones en 2007

VALENCIA.- Las cinco principales entidades financieras con sede central en la Comunidad (Bancaja, CAM, Banco de Valencia, Cajas Rurales y Caixa Ontinyent) exhibieron el pasado año su fortaleza, a pesar de la delicada coyuntura por la que atraviesa el sector desde el pasado mes de agosto, cuando estalló la crisis de las hipotecas «subprime» en Estados Unidos, según recoge "Abc".

De acuerdo con los balances facilitados, las entidades valencianas lograron en 2007 un beneficio conjunto superior a los 1.146 millones de euros, lo que representa un incremento medio del 19% en relación al ejercicio anterior.

La entidad crediticia Bancaja encabezó la lista de ganancias netas (491,2 millones de euros), seguida de la CAM (385,7 millones), el Banco de Valencia (135,8 millones) y la Federación de Cajas Rurales (127 millones). A enorme distancia quedó Caixa Ontinyent, con un beneficio de 6,5 millones de euros.

Los datos depositados ante los organismos supervisores reflejan la salud financiera de estas entidades que, al menos en apariencia, han quedado al margen de la profunda crisis de liquidez en los mercados internacionales.

Con todo, la subida de los tipos de interés, unido al cambio de ciclo en el sector inmobiliario, han disparado los índices de morosidad.

En el caso del Banco de Valencia, se registró la tasa más elevada de los últimos quince años, en una evolución similar a la de Bancaja y las Cajas Rurales. El problema se concentró, de forma mayoritaria, entre los clientes particulares, hipotecas y préstamos al consumo.

Frenazo a los créditos

Por el contrario, las empresas, salvo excepciones flagrantes como la de la promotora inmobiliaria Llanera, todavía no figuran en los principales registros de los impagados bancarios. En cambio, Caja Mediterráneo (CAM) declaró un índice de morosidad históricamente bajo.

En este sentido, el actual ejercicio ha arrancado con una ralentización «deliberada» de las inversiones crediticias por parte de las entidades financieras valencianas, en línea con el conjunto del sector, que acentúa la tendencia ya iniciada en los últimos meses de 2007.

Esta situación -que se compensa en parte con importantes ofertas de rentabilidad para captar depósitos entre los clientes- incide especialmente en el sector empresarial de la Comunidad, que requiere de los préstamos bancarios para acometer nuevos proyectos de crecimiento.

En esta línea, la patronal valenciana espera que tras la presentación de resultados de las principales entidades financieras españolas se despeje el panorama y las relaciones vuelvan a su camino habitual, marcado por un clima de confianza mutua.

Así lo declaró el presidente de la Confederación Empresarial Valenciana (CEV), José Vicente González, en una entrevista concedida a "Abc", lo que refleja el clamor del tejido económico local, en un momento marcado por la desaceleración de sus negocios.

Con todo, a pesar del freno registrado en la inversión crediticia, las entidades que operan en la Comunidad acumulaban al cierre del pasado año más de 174.752 millones de euros en préstamos. Esta cifra representa un crecimiento del 18,18% respecto a 2006. La clasificación del volumen de créditos por entidades es similar a la de las ganancias obtenidas.

Estrategias ante 2008

Tras un año, como 2007, caracterizado por fuertes incrementos en el volumen de negocio, las entidades valencianas han coincidido en pronosticar un ejercicio «menos bueno» donde la coyuntura económica impedirá mantener los fuertes niveles de crecimiento.

En esta línea, las cajas de ahorros apuestan por recurrir a las vías típicas del negocio, aunque las dos grandes del sector -Bancaja y CAM- guardan en la recámara sendos ases que cambiarán la evolución futura de las instituciones que presiden José Luis Olivas y Vicente Sala, respectivamente.

En el caso de Bancaja, está pendiente la salida a Bolsa del holding que agrupa sus principales empresas cotizadas, mientras la CAM prevé también la emisión de cuotas participativas en el parqué.

lunes, 25 de febrero de 2008

Zapatero gana el debate, según los sondeos de los medios de comunicación más solventes

MADRID.- El presidente del Gobierno, el socialista José Luis Rodríguez Zapatero, ha sido esta noche el ganador del primer 'cara a cara' con el líder del PP, Mariano Rajoy, según las encuestas encargadas por Antena 3 y Cuatro, mientras que en los medios digitales se apreciaba una división de opiniones.

La encuesta de TNS Demoscopia para Antena 3, con 1.500 entrevistas, otorgaba la victoria a Zapatero con una ventaja de seis puntos, con un 45,4 por ciento frente a un 39,3 por ciento de Rajoy.

Más diferencia, hasta los doce puntos, se registró en el sondeo del Instituto Opina para Cuatro, donde el líder socialista ganó con un 45,4 por ciento frente a un 33,4 por ciento para Rajoy y un 13 por ciento de ciudadanos que no saben o no contestan

En las páginas digitales de los principales medios españoles se apreció mayor división de opiniones. El líder del PP ganó en las páginas de El Mundo y de Abc, mientras que Zapatero se impuso en El País y la Cadena Ser, así como en La Vanguardia, El Periódico, Público, 20minutos y ADN.

En 'elmundo.es', con 52.000 votos a las doce y media de la noche, Rajoy ganaba el debate con una ventaja de 14 puntos (57 por ciento frente a un 43 por ciento de Zapatero), mientras que en 'abc.es', con 10.000 votos, la ventaja sólo fue de 3,6 puntos (51,8 por ciento frente a un 48,2 por ciento), después de haber ido por detrás durante las votaciones que se iban recibiendo mientras el debate estaba abierto.

Por contra, Zapatero ganó en 'elpais.com', con 35.000 votos a las doce y media de la noche, por 14 puntos de distancia (53 por ciento frente a un 39 por ciento de Rajoy). En 'lavanguardia.es', con 8.433 votos, la victoria del presidente fue de un 66 por ciento por un 32 por ciento del líder del PP.

Mayor renta sacó Zapatero en la pagina web de Público (78 por ciento frente a sólo un 18 por ciento de Rajoy) y de 'elperiodico.com' (79 por ciento frente a un 21 por ciento del candidato del PP).

En la web de la Cadena SER, el líder socialista también ganó con el 73 por ciento por un 22 por ciento de Rajoy, e igualmente se impuso en las encuestas de los gratuitos 20minutos y ADN.

Mientras tanto, varios expertos en comunicación se mostraron divididos con respecto a cuál de los dos candidatos se impuso mejor en el primer debate electoral televisado de los últimos 15 años.

Carmen Cazcarra, de la empresa Cazcarra Image Group, se inclinó por situar a Zapatero como "ganador" del debate en el plano de la comunicación no verbal, por haber transmitido "más confianza" y "convicción" que Rajoy.

Y esto ha sido así porque Zapatero, en su opinión, se ha mostrado "sereno", ha hecho uso de una "mirada limpia, directa" y "en ningún momento" se ha mostrado crispado, frente a un Rajoy cuya mirada "transmite ira", lo que la experta interpreta como que él se siente ya "perdedor" y "quema sus últimos cartuchos con descalificaciones".

La experta opinó por otra parte que Rajoy se equivocó al usar su bolígrafo de una forma demasiado "inquisidora", lo que transmitía nerviosismo, mientras que Zapatero lo usaba para tomar nota. De otro lado, no compartió la elección de los asesores de Rajoy de oscurecerle el pelo, pero no la barba, lo que endurece su rostro por la presencia de canas.

Cazcarra señaló por otra parte que el presidente llevaba en este debate las cejas demasiado "angulosas" cuando en otras ocasiones las ha llevado con una forma más suavizada.

Consideró más acertada la indumentaria de Zapatero, que trasmitía "más proximidad" que la de Rajoy, que ha usado una ropa a la que los ciudadanos ya están acostumbrados y advirtió el error cometido por el líder del PP al llevar desabrochada su chaqueta cuando los dos candidatos posaron de pie ante los fotógrafos.

Otros dos expertos coincidieron en subrayar la capacidad de interpelación de Rajoy, si bien discreparon a la hora de señalar quién se impuso mejor en el debate.

Para la profesora de la Universidad Complutense de Madrid y experta en comunicación política María José Canel, Rajoy se mostró "más firme, seguro y natural en la expresión" y destacó su capacidad para reaccionar de forma ágil a argumentos imprevistos de Zapatero.

Bajo su punto de vista, el líder del PP consiguió con su táctica poner nervioso a Zapatero, lo que se pudo comprobar cuando el presidente recurrió a frases "vacías" para contestar a su rival, como afirmar que él es "amigo de la democracia" y "del diálogo". No obstante, admitió que perdió poder de convicción cuando leyó en sus papeles algunos de sus argumentos.

Para el presidente de la Asociación Española de Consultores Políticos, Francisco Roldán, Rajoy utilizó bien la técnica de "atacar para desestabilizar" y acertó a la hora de enfocar cuáles son los problemas de los ciudadanos, pero erró al no aportar soluciones.

Según Roldán, Rajoy no logró su objetivo de demostrar que pueda arrebatarle a Zapatero la presidencia del Gobierno.

El PSOE facilitará la ampliación del plazo de hipotecas sin coste a familias en situación difícil

CIUDAD REAL.- El PSOE facilitará la ampliación del plazo de hipotecas sin coste para familias que se encuentren en situación de especial dificultad si gana las próximas elecciones generales, según anunció hoy el vicepresidente segundo y ministro de Economía y Hacienda, Pedro Solbes.

Durante un acto con empresarios celebrado en Ciudad Real, Solbes reconoció que existe un problema "complejo" por el que las familias tienen dificultades para afrontar el pago de sus hipotecas y explicó que para resolverlo se requiere la colaboración del sector financiero.

El objetivo del Gobierno es que las familias puedan ampliar "de forma gratuita" el plazo de su hipoteca para ver así reducidas las cuotas mensuales. El PSOE ve la ampliación del plazo de la hipoteca como una vía para reducir la cuota mensual a pagar, ya que esta medida comporta una serie de gastos de registro, notaría, comisiones y gestoría que "pueden llegar a tener un efecto disuasorio" para las familias.

Por ello, el Gobierno pretende, si gana las próximas elecciones, eliminar estos costes de tramitación a través de un acuerdo entre la Administración, los notarios, los registradores y las entidades de crédito. Fuentes socialistas explicaron que el PSOE ya está conversando con los sectores afectados para tratar de alcanzar un acuerdo por el que los costes de estos trámites sean reducidos.

Para aliviar la carga de las familias, la Administración asumirá por vía directa o indirecta el coste de la medida. Sin embargo, aún queda por determinar el porcentaje de renta a partir del cual las familias podrán acceder a esta ayuda, así como el coste total de la medida y las familias que puedan verse beneficiadas.

La ampliación del plazo supone la modificación del contrato firmado con la institución financiera, por lo que debe realizarse con el acuerdo de ambas partes. Sobre esta base, el PSOE quiere impulsar un gran acuerdo entre la Administración, los notarios, registradores y entidades de crédito que permita la total gratuidad de las ampliaciones de plazo.

Fuentes del partido recordaron que todo el mundo está interesado en que las familias puedan afrontar el pago de sus hipotecas, por lo que buscan "un esfuerzo de todos" por el que los sectores implicados reduzcan los costes de la tramitación de ampliación de plazo.

Actualmente, el coste máximo permitido por ley en las comisiones para la modificación del plazo del capital pendiente de amortizar de una hipoteca está situado en el 0,1%.

El ministro de Economía unió esta medida al compromiso del PSOE de deducción de 400 euros anuales para la próxima legislatura para cada trabajador, autónomo o pensionista. "800 euros por familia si trabajan los dos", subrayó.

En este contexto, Solbes rechazó la "visión tremendista" que algunos tienen de la situación económica y explicó que España tenía una serie de problemas "definidos" que "se están acelerando" en estos momentos "por factores externos".

Entre estos problemas definidos citó la moderación de la construcción y señaló como objetivo "intentar ajustar la oferta y la demanda". Además, hizo referencia al crecimiento de los precios y el "problema" de la competitividad externa.

Sin embargo, subrayó que España está "mejor preparada que nunca para hacer frente" a esta realidad e indicó que uno de los "márgenes de maniobra" de los que dispone el Gobierno es la política fiscal. Además, señaló que el PSOE respetará "lo que hay presupuestado" y enfatizó que las inversiones en infraestructuras se seguirán llevando a cabo.

Solbes hizo durante su discurso un repaso de la política económica a lo largo de la última legislatura y explicó que "lo más importante" es "intentar crear las condiciones para que la economía siga teniendo capacidad de crecimiento".

Así, aunque reconoció que España no se encuentra en un buen momento de crecimiento del empleo "como consecuencia de la ralentización de la economía", argumentó que los datos actuales son "mucho mejor" que los "heredados" del anterior Gobierno 'popular'.

Además, celebró el superávit en las cuentas públicas conseguido a lo largo de los últimos cuatro años, permitiendo a la Administración tener "una pequeña hucha" que le da "cierto margen para reaccionar si fuese necesario en situaciones de crisis".

El escándalo Liechtenstein-Alemania podría alcanzar a otros países

GINEBRA.- El escándalo por evasión fiscal que empaña las relaciones entre Alemania y Liechtenstein, podría alcanzar a otros países, entre éstos Gran Bretaña, Finlandia, Suecia y Noruega.

Alemania se preparaba para transmitir informaciones sobre evasores fiscales de otros países, recogidas gracias a un informante de Liechtenstein, que concierne no sólo a alemanes, confirmó este lunes en Berlín un portavoz del ministerio alemán de Finanzas.

El banco del Liechtenstein LGT Grupo admitió no sólo que los datos robados en 2002 por uno de sus empleados habían terminado en poder de las autoridades alemanas, sino que "al parecer, el material robado habría sido revelado ilegalmente a las autoridades" de otros países.

Las miradas se dirigían este lunes hacia Gran Bretaña, donde según el diario Financial Times (FT), unos 100 británicos de fortuna podrían haber disimulado su dinero en Liechtenstein, considerado un paraíso fiscal por la Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económico (OCDE).

Un ex empleado del LGT, nacido en ese principado, Heinrich Kieber, según la identidad dada a conocer por el propio banco, vendió a los servicios secretos de Berlín por entre cuatro y cinco millones de euros informaciones sobre evasores fiscales alemanes clientes del citado banco.

Al parecer, las autoridades británicas podrían haber usado la misma treta para conocer la lista de sus evasores nacionales. En las últimas semanas, Gran Bretaña podría haber comprado, a cambio de 100.000 libras (133.000 euros) y al mismo informante, una lista de unos 100 nombres y apellidos de británicos. El fraude podría elevarse a 100 millones de libras (133 millones de euros), según Financial Times.

El banco LGT indicó que la lista de evasores contiene 1.400 apellidos, de los cuales 600 residen en Alemania, sospechosos de haber ocultado al fisco hasta 4.000 millones de euros, invertidos en fundaciones en Liechtenstein, donde los impuestos son mínimos.

Berlín podría haber recibido peticiones de información desde Finlandia, Suecia y Noruega, anticipaba este lunes el diario Handelsblatt. Sin citar a esos países, un portavoz del ministerio alemán de Finanzas confirmó este lunes que Alemania entregará información a esos Estados, con los cuales tiene un acuerdo jurídico.

El comisario europeo de Fiscalidad, Laszlo Kovacs, abogó el fin de semana en esa dirección, llamando a los estados de la Unión Europea (UE) a mejorar su cooperación en la lucha contra el fraude fiscal. "En el seno de la UE, necesitamos solidaridad. Es así como podremos ejercer la presión necesaria sobre otras plazas financieras", afirmó.

Si Liechtenstein no coopera para cambiar las "condiciones" que "invitan al fraude fiscal", es necesario estudiar "la posibilidad de complicar los movimientos de negocios con Liechtenstein para que no sea más atractivo hacer negocios" con el principado, amenazó el ministro alemán de Finanzas, Peer Steinbruck.

Liechtenstein, que no forma parte de la UE, podría ser sometido a una mayor presión si se confirma que otros países están involucrados en el escándalo por la evasión fiscal hacia Vaduz.

El PSOE dice que Rajoy es ´incapaz de desarrollar una política que aúne las necesidades de agua de los territorios´

MADRID.- La candidata del PSOE al Congreso por Valencia, Inmaculada Rodríguez-Piñero, aseguró hoy que el candidato del PP, Mariano Rajoy, es "incapaz de desarrollar una política que aúne las necesidades de agua de todos los territorios", informaron fuentes de esta formación en un comunicado.

La candidata socialista, que valoró así los "distintos discursos" de los populares en "distintos territorios", destacó la "contradicción" del PP en materia de agua después de que Rajoy "excluyera" el trasvase del Ebro de su programa electoral.

De esta forma, señaló "un día salen en un acto público los presidentes de la Comunidad Valenciana y Murcia, Francisco Camps y Ramón Luis Valcárcel, diciendo una cosa, y al día siguiente salen otros dirigentes del PP a decir todo lo contrario" en plena campaña electoral.

"Ya sabemos porque no están los trasvases en el programa electoral, es que carecen de política hídrica para España", apostilló.

Así, frente a las "contradicciones y el engaño" del PP con el asunto del agua, Rodríguez-Piñero aseguró que los socialistas "defendemos el agua para todos y para siempre, sin depender de nada ni de nadie".

Del mismo modo, señaló que Rajoy es "incapaz de aunar las necesidades de todos los territorios y aquí en la Comunidad Valenciana hemos tenido la ocasión de comprobarlo", y apuntó que el presidente de la Generalitat, Francisco Camps, "ha estado prometiendo y aún continúa prometiendo un trasvase que ni siquiera en su programa electoral han podido recoger".

Rodríguez-Piñero destacó que mientras el PP "ha estado engañando en la Comunidad Valenciana con el trasvase", el Gobierno de España "ha trabajado para traer 335 hectómetros cúbicos de agua que se ampliarán a 600 hectómetros cúbicos en la próxima legislatura". "Esta es la gran diferencia", sentenció.

La lucha contra el blanqueo hace aflorar 4.100 millones en cuatro años, según "El País"

MADRID.- Un estudio elaborado por la Unidad de Inteligencia Criminal española en 2002, recién entrado en vigor el euro, llegó a estimar en un billón de pesetas (6.000 millones de euros) el patrimonio en poder de las organizaciones delictivas en España. Es decir, el dinero sucio, según "El País".

Si aquella cifra resultaba preocupante, la realidad la ha dejado pequeña a la vista de datos tangibles: sólo en los últimos cuatro años, el valor de lo intervenido a estas organizaciones suma 4.125 millones de euros, cifra que podría acercarse a los 6.000 millones si se practicase una valoración de 1.296 fincas e inmuebles todavía no evaluados y 493 obras de arte.

Reforzar la lucha contra el blanqueo de capitales y multiplicar las unidades destinadas a la investigación patrimonial ha permitido a Interior empezar a conocer el verdadero tamaño del dinero sucio en España.

Desde hace años, los expertos policiales tenían claro que la clave para una estrategia eficaz contra las organizaciones delictivas pasaba por atacar sus tramas financieras. De hecho, en el año 2002, durante la presidencia española en la Unión Europea, se aprobó una directiva por la cual se recomendaba a las fuerzas de seguridad que practicaran, en toda actuación policial, una investigación paralela de tipo económico.

En ese punto, todos los expertos coinciden en que la verdadera amenaza del crimen organizado está en su capacidad para corromper el sistema a través del poder económico y la influencia política.

Hasta hace bien poco, las estadísticas policiales ponían mucho énfasis en el número de detenidos y, en el caso de España, en las toneladas intervenidas de droga. Aunque las cifras aumentaban de año en año y podían interpretarse como un sinónimo de eficacia policial, lo cierto es que esos resultados no dejaban de ser frustrantes.

No había otros resultados económicos que los miles de vehículos y cientos de embarcaciones incautados a los narcotraficantes. La realidad era que muchas organizaciones sobrevivían a los golpes policiales dado que su capacidad económica para sobreponerse seguía intacta. Del dinero sucio apenas había noticias, a pesar de que el nombre de España coincidiera en numerosos informes policiales como uno de los países donde se refugiaba el dinero de la delincuencia internacional.

El cambio de estrategia está permitiendo tener una visión más aproximada de la realidad, sobre todo cuando se considera también como parte del problema la delincuencia económica y el blanqueo de capitales. En España, este cambio de estrategia tiene su origen en la unificación policial de todas las unidades relacionadas con la investigación económica y en la creación de unidades especiales en la lucha contra el lavado de dinero.

Durante años, la policía española se había organizado en pequeñas unidades dispersas especializadas en delitos monetarios, fiscales, financieros, unidades de actividad muy secundaria, dudosa eficacia y generalmente poco coordinadas. Bajo el mando del actual comisario general de Policía Judicial, todas estas unidades se fusionaron en una: la UDEF (Unidad de Delincuencia Económica y Fiscal), a la que también se incorporó la Brigada de Delitos Tecnológicos. Ése fue el primer proceso.

El segundo fue la formación de policías especializados en investigación patrimonial, la dotación de esos expertos en determinadas comisarías provinciales y la creación de la Brigada de Blanqueo de Capitales. Dicha unidad cuenta en la actualidad con más de 100 investigadores. En una zona sensible como es la Costa del Sol, trabajan actualmente más de 30 policías especializados en blanqueo.

Los resultados no se hicieron esperar. Las investigaciones demostraban cómo las redes financieras de las organizaciones delictivas se habían infiltrado en el sistema a través de colectivos de profesionales (abogados, notarios, asesores, incluso instituciones bancarias) y cómo habían contaminado también determinadas capas del sistema político. Operaciones como Ballena Blanca, Malaya, Avispa, Mármol Rojo o Hidalgo, por citar las más espectaculares, evidenciaban las ramificaciones.

Antes, el número de detenidos era alto y el valor de los bienes intervenidos muy bajo. El dinero sucio permanecía intocable. Ahora el número de detenidos sigue siendo elevado (algo más de 23.000 si se tienen en cuenta las redes de inmigración y trata de seres humanos), pero el valor del patrimonio decomisado ya es llamativo: 4.126 millones de euros.

La CAM adapta su estructura interna para salir a Bolsa, según "Abc"

ALICANTE.- La salida a Bolsa de Caja Mediterráneo (CAM) acarreará consecuencias en la estructura y la actuación de la entidad. Una de las más llamativas es el código de conducta y el acuerdo de confidencialidad por parte de los miembros del consejo de administración y de los empleados que participen en el proceso, según fuentes de la Caja citadas por "Abc".

Desde la aprobación de la emisión de cuotas participativas, que supuso el primer paso de su salida a Bolsa -prevista inicialmente para finales de 2007, pero aplazada hasta un máximo de tres años por la inestabilidad del mercado-, las decisiones estratégicas de la entidad son trasladadas a la Comisión Nacional del Mercado de Valores (CNMV).

De momento, se trata de un trámite informativo no sometido todavía al organismo encargado «de la supervisión e inspección de los mercados de valores españoles y de la actividad de cuantos intervienen en los mismos», según reza la propia definición de la Comisión, que tiene como función «garantizar la seguridad de sus transacciones y a la solvencia del sistema».

En este sentido, la CAM estaba caracterizada hasta la renovación de su consejo en febrero de 2007 por ser una entidad en la que las diferencias entre las distintas sensibilidades internas se dirimían en los medios de comunicación e, incluso, algunos directivos conocían antes por la prensa que por cauces internos algunas decisiones estratégicas.

Ahora, se ha emprendido un «cambio de mentalidad». El asunto no es baladí, ya que cualquier decisión puede afectar al valor de la emisión hasta que se lleve a efecto. Y, posteriormente, a partir de que que la CNMV informe del hecho relevante de la emisión de sus cuotas, afectará a la cotización. Todo ello, además, en el contexto de un mercado internacional en el que el fenómeno de la globalización puede llevar a que cualquier escándalo, por «pequeño» que sea, llegue a hundir la cotización.

Ante este nuevo entorno, la primera Caja española que cotizará en Bolsa analiza con preocupación la incertidumbre del mercado financiero y, sobre todo, la falta de confianza del sector ante la creencia de que todavía no se ha tocado fondo.

En cualquier caso, para su salida a Bolsa se han de cumplimentar unos requisitos, según el informe solicitado por la CAM al banco de inversión Lheman Brothers, al que ha tenido acceso "Abc".

Entre ellos, una «solicitud de autorización previa a la admisión de cotización» registrada con anterioridad en la CNMV; la formalización de un «contrato español de aseguramiento minorista e institucional», y otro «entre sindicatos y entre los managers internacionales», más conocidos como «brokers»; formalizar «la escritura pública de la emisión de cuotas participativas», y «un folleto informativo internacional», así como elevar otro contrato «de aseguramiento internacional».

Reparto de las cuotas

Aunque esta «lista de documentación» sea bastante larga, fuentes de la entidad aseguran que en el momento en que se decida la emisión de cuotas, todo puede estar preparado en 24 horas. En este sentido, parece que lo difícil, al margen de la decisión de en qué momento salir a Bolsa en un momento bursátil de caídas históricas, será acordar el reparto de tramos que corresponderá a instituciones, clientes y empleados, indican las mismas fuentes.

De momento, este reparto, cuya decisión compete únicamente a la CAM, podría quedar establecido en un 60% para el tramo institucional; un 30% para clientes y un 10% para empleados, según fuentes de la entidad.

Otro punto «peliagudo» que deberá decidir el consejo es si los directivos podrán comprar cuotas dentro del tramo de empleados o se quedarán fuera al considerar que han podido disponer de información privilegiada.